STYLE

CLASSY OUTFIT, WHY NOT?!

Não é, de todo, o estilo que mais uso no meu dia a dia, devo confessar. O desafio que tenho colocado a mim mesma, no meu último ano, é sair da minha zona de conforto e, para isso, tenho de arriscar.
Estes saldos de verão foram com esse propósito: apostar nas peças mais clássicas, um pouco ausentes no meu guarda-roupa e descobrir-me mais neste estilo. Assim foi. Os blazers na Stradivarius estiveram absurdamente baratos nos saldos e, pelo preço de um, comprei três blazers. Os blazers não costumam ser baratos fora dos saldos e, mesmo sabendo que os usamos em todas as estações, pensava sempre três vezes antes de comprar um, porque sabia que não ia dar muito uso. Desta vez decidi apostar mais nesta peça e os saldos foram a época certa para fazer esse investimento.

É interessante analisar o meu estilo ao longo deste último ano. Percebo que não tenho, nem quero ter um estilo muito definido. Um dia quero apostar num look mais clássico, no outro mais desportivo… quero misturar tendências e quebrar conceitos definidos. Quero quebrar “as minhas barreiras”. O que vestimos é uma forma de comunicarmos e de nos expressarmos com o mundo que nos envolve. Há uns tempos, uma pessoa que conheci há dois anos, disse-me que quando me conheceu achou que “eu parecia uma miúda que ia para a escola”. Eu tinha 34 anos. Fiquei a pensar no que ela me disse. A verdade é que, o que para muitos, o cuidado com a nossa imagem, é uma “futilidade”,  eu vejo de outra forma. O que vestimos pode comunicar algo de nós, que nem nós próprios nos apercebemos. Não é fútil. Tem a sua importância, sem que necessariamente passe a ser o mais importante na nossa vida, claro. Agora, o descompromisso total com a nossa aparência também não será certamente algo positivo. Tudo se quer com um certo equilíbrio. Refleti sobre como eu “estava psicologicamente” naquela altura em que nos conhecemos e, na verdade, eu não tinha tempo sequer para pensar em mim, no que vestia ou deixava de vestir (ou pensava eu que não tinha tempo). O tempo que eu tinha para mim era tão escasso, que essa questão, “do meu estilo”, parecia algo sem qualquer importância. Na verdade, revelava uma certa falta de auto-estima. Falo deste assunto, porque talvez muitas se identifiquem com o que estou a contar. É muito importante termos tempo para nós, não esquecermos que também somos importantes e isso não revela “futilidade”, nem vaidade. Revela auto-estima. Revela que gostamos de nós próprias e isso é muito importante para estarmos bem no nosso dia a dia, connosco e com tudo o que nos envolve.

It is not, at all, the style that I use the most in my daily life, I must confess. The challenge that I have since my last year, is to get out of my comfort zone and for that, I have to take the risk.
These summer sales were for this purpose: bet on more classic pieces. So it was. The blazers on Stradivarius were absurdly cheap on the this season sales and, for the price of one, I bought three blazers. Blazers are not usually cheap out of sales, and even though we know we use them in all seasons, I used to think three times before buying one, because I knew that I was not going to use it very much. This time, I decided to bet more on this piece and the Sales were the right time to make that investment.
It’s interesting to look at my style over the past year. I realize that I do not have, nor do I want to have a very definite style. One day I want to bet on a more classic look, on the other more sporty … I want to mix trends and break defined concepts. I want to break “my barriers”. What we wear is a way of communicating and expressing ourselves with the world around us. Some time ago, a person, that I met two years ago told me that, when she met me, she thought “I looked like a girl who was going to school.” I was 34 years old. I wondered what she told me. The truth is, what for many, the care with our image, is a “futility,” I see it in another way. What we wear can communicate something of us that we can not even perceive. It is not futile. It has its importance, without necessarily becoming the most important thing in our life, of course. Now, total disengagement with our appearance will also certainly not be a positive thing. Everything is wanted with a certain balance. I reflected on how “I was psychologically” at the time we met, and in fact, I did not even have time to think about myself, what I was wearing or not wearing (or I thought I had no time). The time I had for myself was so short, that this matter of my style seemed to be something not important. In fact, it revealed a certain lack of self-esteem. I speak of this subject, because perhaps many identify with what I am telling. It is very important to have time for us, not to forget that we are important too, and this does not reveal “futility” or vanity. Reveals self-esteem. It reveals that we like ourselves and this is very important to be well in our lifestyle, with us and with everything that surrounds us.

Blazer: Stradivarius
Pants/Calças: Zara
Top: Primark
Shoes/Sapatos: H&M
Hand Bag/Carteira: Courtisan Couture
Sunglasses/Óculos de Sol: Vogue na Ergovisão

Fotografia: JGrilo

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